Esta é segunda vez que escrevo uma segunda parte, felizmente a primeira vez que escrevi esta parte, ela foi extraviada. Digo felizmente, pois agora sim sinto uma alegria para escrever um Relato. Tenho duas décadas dedicadas aos Beatles e não me arrependo, pois eles continuam sendo uma grande banda formada por quatro gênios, que além de tudo são generosos. Mas DEUS sabe como eu não estava satisfeita, pois a maioria dos beatlemaníacos brasileiros agem como tubarões, então ELE providenciou e me mandou os Monkees, quatro pessoas para lá de especiais. Como vocês sabem os Monkees cruzaram a minha vida várias vezes, quando ouvi More, quando ouvia falar deles, quando fui à uma exposição de fã-clubes num clube de Pinheiros, no Senac Lapa, quando soube que André e minha irmã Arlete eram fãs e etc... então, eu já os conhecia muito bem, sabia seus nomes, conhecia algumas músicas, pretendia tocar alguma coisa deles. Como eu já os conhecia nunca esperei que pudesse acontecer o que aconteceu : eles me surpreenderam. Fui "atropelada" por seu carisma musical e pessoal à partir do dia em que pisei no Shopping Paulista, até aquele dia, André e eu "brincávamos" que deveríamos amar os Monkees, que seria melhor, mas daquele dia em diante nossa brincadeira virou "coisa de adulto" e ficamos gamados, logo toda a banda. Decidimos que formaríamos uma banda Cover de Monkees, sem saber que seríamos a primeira, apenas porque eles mereciam, depois de tanta luta em prol da música. Estreamos no Monkees Day, o show mais emocionante dos Vintage, principalmente porque estávamos ajudando as pessoas e porque Zul me chamou de Davy Jones. Os meses foram passando e nunca pude entender o que de fato estava sentindo por eles. Então, se aproximava o mês de dezembro e eu pensei em escrever para eles de Natal, bem, para Peter e Mike eu mandei um slide. E para Davy e Micky cartões de Natal Via correio.
Bem, hoje dia 20 de janeiro de 2005, estava a assistir um filme na Tv, quando o porteiro tocou a campainha para me entregar a correspondência, eles geralmente a deixam de baixo da porta, mas hoje resolveu me entregar, provavelmente, porque entre as contas havia um envelope grande com selo estrangeiro. Ele perguntou se era meu e eu vendo os sêlos disse :É meu. Depois fiquei triste, pois o envelope estava escrito com a minha letra, logo pensei "Minha carta voltou." :(
Mas aí reparei que estava escrito meu nome, e se tinha voltado, deveria ter o nome dele, então me lembrei que lhe enviei um envelope. Comecei a ficar alegre, devia ser resposta do Davy, do lado de fora percebi que havia um negócio que deveria ser um foto, conforme sabia que ele enviava. Gritei . Ao abrir, vi que era um envelope escrito meu nome com a letra dele (que letra !) Ao abrir o envelope personalizado, havia um lindo cartão com Davy montado a cavalo e um autógrafo de próprio punho (Yeah yeah yeah!) Gritei de novo ! Ao abrir o cartão personalizado havia uma mensagem personalizada de Ano Novo ! Gritei e acho que tive um leve desmaio. Depois acordei e continuei a ler e reler, meu coração estava pulando. Logo, André chegou e contei-lhe a novidade. E relemos tudo de novo.
Foi uma emoção indescritível, não foi como pensei que seria: não foi só como receber correspondência de um Monkee, de uma pessoa que te inspira, de um dos melhores cantores do mundo, do melhor percussionista do mundo, de um dos mais amáveis músicos do mundo, de um símbolo dos anos 60, foi tudo isso e muito mais. Foi como receber um presente com o qual você sonha há muito tempo, foi como receber notícias e a visita de um irmão que você não`vê há muito tempo, ou melhor o qual você nunca conheceu pessoalmente. E é isso que o doce Davy é para mim.
Now I`m a Believer :) !
(Mitch McKenna Jones - Vintage Monkees)